O governo de Angela Merkel liberou hoje uma primeira ajuda de urgência de centenas de milhões de euros para ajudar as pessoas afetadas pelas inundações que deixaram vários mortos no oeste da Alemanha, onde se prevê uma reconstrução lenta e custosa.

Essas enchentes, a maior catástrofe natural do país nas últimas décadas, deixaram 170 mortos, conforme balanço divulgado hoje.

Na Bélgica, 31 pessoas perderam a vida, o que eleva o número de óbitos pelas fortes chuvas na Europa para 201 vítimas.

De acordo com a vice-presidente da THW (Agência Federal Alemã para Emergências Técnicas), Sabine Lackner, o número de mortos pode aumentar.

“No momento, continuamos buscando pessoas desaparecidas, durante a limpeza de estradas, ou bombeamento de porões, por exemplo”, declarou Sabine ao RedaktionsNetzwerk Deutschland.

“Infelizmente, é pouco provável que possamos encontrar sobreviventes”, acrescentou.

Berlim e os estados regionais alemães, competentes em matéria de Proteção Civil, comprometeram-se a disponibilizar uma ajuda imediata de 400 milhões de euros (US$ 470 milhões), segundo um documento que vazou para vários jornais locais.

O projeto ainda tem de ser aprovado pelo conselho de ministros.


Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

 

Problemas urgentes

O objetivo agora é resolver os problemas mais urgentes, como a segurança de prédios e de infraestruturas danificadas nas regiões mais afetadas pelas enchentes. Algumas delas continuam sem água potável e sem energia elétrica.

Durante a visita, ontem, à cidade medieval de Bad Münstereifel (Renânia do Norte-Vestfália), devastada pelas chuvas torrenciais, a chanceler Angela Merkel prometeu uma ajuda rápida “nos próximos dias” e “sem burocracia”.

Esta primeira ajuda será complementada por “um programa de reconstrução de bilhões de euros, para avançar rapidamente”, disse o ministro das Finanças, Olaf Scholz, em entrevista ao Rheinische Post.

Berlim também está considerando recorrer aos fundos de solidariedade da UE (União Europeia), que dão apoio financeiro aos estados-membros do bloco em caso de desastre natural.

Além disso, a Alemanha estuda a criação de seu próprio fundo, que seria alimentado também pelas regiões alemãs, para poder desbloquear mais rapidamente a ajuda econômica ante futuras catástrofes.

A reconstrução de cidades e das infraestruturas danificadas será “um trabalho de longo prazo”, reconheceu a chanceler, em discurso na terça-feira.

“Não vamos esquecer de vocês”, garantiu Merkel aos residentes de Bad Münstereifel.

O candidato conservador à Chancelaria alemã, Armin Laschet, falou em “meses, até anos” até que se consiga apagar as sequelas dessa tragédia.

 

Fonte: UOL
Foto: : Reprodução