O presidente de CubaMiguel Díaz-Canel, foi eleito nesta segunda-feira (19) primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba, e vai substituir Raúl Castro, que se aposentou aos 89 anos, anunciou o partido, o único na ilha.

“Eleito Miguel Díaz-Canel Bermudez, Primeiro-Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba no 8º Congresso Partido Comunista Cubano”, anunciou o partido em sua conta em uma rede social.

Com essa transição, acaba uma era de seis décadas em que o país foi governado pelos irmãos Fidel e Raul Castro, que lideraram a revolução de 1959.

Díaz-Canel, de 60 anos, se tornou presidente em 2018. Naquele ano, Raúl Castro diminuiu o número de aparições públicas.

Centenas de dirigentes do Partido Comunista se reuniram para o encontro, que acontece a cada cinco anos. As reuniões servem para eleger novos líderes e rever políticas.

Raúl Castro havia dito, em 2016, que aquele seria o último congresso da geração histórica de comunistas que lutaram na revolução para derrubar o então ditador Fulgencio Batista.

 

Dirigente e ministro da Educação

Descendente de imigrantes espanhóis, ele nasceu na província cubana de Villa Clara. Ele é casado com uma professora universitária e tem dois filhos de um matrimônio anterior.

Díaz-Canel formou-se em engenharia na Universidade de Las Villas, onde depois virou professor. Em 1987, ele se converteu em dirigente da União de Jovens Comunistas e deu seu primeiro passo na carreira política.

Ele foi enviado à Nicarágua em uma missão que reunia militares, médicos e outros profissionais cubanos. Eles ajudaram o grupo que promovia a revolução sandinista, que se estendeu entre 1978 e 1990.

De volta a Cuba, em 1993, Díaz-Canel virou secretário do Partido Comunista em Villa Clara.

Em 2003, ele virou o dirigente da província de Holguín e, indicado por Raúl, candidatou-se ao comitê central do Partido Comunista.

Díaz-Canel estava no núcleo de poder estatal em 2009, um ano depois de Raúl assumir como primeiro-ministro. Acabou se tornando seu ministro da Educação. Depois do ministério, ele virou vice-presidente dos conselhos de Estado e de Ministros.

 

Fonte: G1.com
Foto: Fernando Medina/Reuters