O Cruzeiro aguarda a definição dos processos em andamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais para dar prosseguimento interno – na comissão de ética formada – na análise do futuro dos conselheiros remunerados na gestão de Wagner Pires de Sá. Os listados obtiveram êxito em liminares, ano passado, e o clube informou que iria proceder com a reintegração do grupo.

A comissão de ética, formada pelo clube no começo de dezembro do ano passado, dá prosseguimento aos estágios de instrução e conhecimento de cada caso. Um detalhe importante aos processos. Agora são apenas 22 conselheiros.

É que sete integrantes do grupo de 29 conselheiros eram efetivos e não estão na chapa eleita, no fim do ano passado. Sobram apenas os casos dos conselheiros natos. Neste momento, o status de conselheiros a eles permanece por causa da decisão judicial.

O Cruzeiro espera a baixa dos processos para avançar internamente. Os casos estão em 2ª instância na Justiça de Minas Gerais, mas já transitaram em julgado. Em alguns deles, não foi dado andamento neste ano.

Com o fim da discussão na Justiça, o processo será encaminhado por fim ao Conselho Deliberativo do clube. Internamente, a ideia é analisar cada situação em separado, para definir qual penalidade será aplicada de acordo com os casos. Na próxima semana, os conselheiros que formam a comissão de ética deverão se reunir para definir qual caminho será tomado.

Há cerca de 10 dias, o presidente da comissão, José Eustáquio Lucas

Pereira, deu um panorama sobre a situação.

– Nós já estamos trabalhando, começando a julgar os processos. Está tudo transcorrendo numa perfeita sintonia. Agora, estamos com um processo justo. O Cruzeiro está resolvendo a situação sob judice na Justiça. Após solucionado, vamos dar prosseguimento ao processo.

Nesta semana, José Eustáquio foi consultado pelo ge e informou que ainda não existiam novidades sobre a situação. O Cruzeiro também requisitou a exclusão do quadro de conselheiros e associados de Wágner Pires de Sá, ex-presidente, e de Itair Machado, ex-vice-presidente de futebol e que é associado.

Conselheiros remunerados

O estatuto do Cruzeiro proíbe a remuneração de conselheiros. Entretanto, na gestão de Wagner Pires de Sá, mais de 30 deles estiveram na planilha de pagamentos do clube. No primeiro semestre do ano passado, o conselho gestor listou o nome de 30 conselheiros que foram inseridos no processo de exclusão e procedeu a exclusão.

Outros 22 conselheiros, que estavam em situação semelhante, não foram incluídos na época. Entretanto, 29 dos 30 conselheiros acionaram a Justiça de Minas Gerais e conseguiram impedir a exclusão do quadro eleito.

Entre os conselheiros excluídos estão Gustavo Perrella e Sérgio Nonato. O primeiro é filho do ex-senador e ex-presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella. Gustavo é sócio de uma empresa que assinou contrato de prestação de serviços com o Cruzeiro em 2019. Por causa do contrato, a CBF também instaurou investigação com o também diretor da entidade.

Sérgio Nonato foi diretor-geral do clube e teve aumentos salariais consecutivos na gestão de Wagner Pites. Ele se tornou réu em processo na Justiça “por integrar organização criminosa e por apropriação indébita”.

Fonte: G1
Foto:  Divulgação/Cruzeiro