Embora exista a possibilidade de recomeço do Parazão, o que deverá ser decidido pelos clubes na próxima segunda-feira (6), em reunião na Federação Paraense de Futebol (FPF), o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, não confia que o campeonato, cuja interrupção ocorreu na nona rodada da fase inicial, possa ser reativado enquanto durar a pandemia de Covid-19. O dirigente prega que o Estadual local, assim como os demais, continue suspenso. Gluck Paul não vislumbra chances da competição voltar a ser disputada nem mesmo nos próximos dois meses, conforme afirmou.

Sinceramente, acho que os Estaduais já acabaram, porque não consigo ver a situação melhorando até maio”, afirmou o presidente, que coloca em xeque até mesmo o início do Brasileiro, no qual o Papão está incluído na Série C. “Para se ter uma ideia, na CBF a gente discute entre os clubes da Série C que o próprio Brasileiro só deve iniciar em junho, isso em um cenário otimista. Tem gente que acha que vai ser mês sete (julho) e quem acha que será no mês oito (agosto)”, comentou o dirigente.
Gluck Paul ressalta que com o provável adiamento do Nacional, não haverá como os Estaduais sejam retomados este ano. “Quando liberar o Brasileiro, provavelmente não vai ter data pra Estadual”, salientou Gluc Paul. O comandante bicolor destacou, ainda, que até aqui tudo no futebol brasileiro tem sido debatido no campo do “achismo”, sem que exista, portanto, decisões oficiais tomadas. A grande preocupação da diretoria do Papão, assim como dos demais clubes, seja em âmbito local e nacional, diz respeito ao pagamento da folha salarial de seus elencos.

Sem jogos, os clubes, entre eles o Paysandu, óbvio, estão sem uma de suas principais fontes de arrecadação que é são as rendas dos jogos. Além do pagamento dos atletas e membros da comissão técnica, o clube tem ainda a folha salarial de funcionários que trabalham em outros setores do clube. Na última segunda-feira, o Paysandu, da mesma forma que o Clube do Remo, recebeu um montante de R$ 399 mil referentes a participação dos clubes no Parazão. Mas o valor é insuficiente para cobrir todos os gastos dos clubes no pagamento de salários, que só com o elenco estaria em torno de R$ 500 mil.
Fonte: DOL
Foto: ASCOM/PSC