A Som Livre será vendida em breve pelo Grupo Globo. Com o processo Uma Só Globo, a empresa coloca a marca no mercado para sair do negócio tradicional e focar na estratégia D2C (direct to consumer). Ainda não há previsão de quando a venda da gravadora será concluída pelo conglomerado.

“A Som Livre é um negócio extremamente sólido e rentável. Há 10 anos, fez uma grande e bem sucedida mudança em seu modelo de negócios, migrando seus investimentos para a gestão de talentos, e transformou sua marca numa grande potência do seu segmento, com atuação em várias plataformas. A música continua muito importante no portfólio da Globo, mas acreditamos que é um bom momento para sairmos do negócio tradicional de gravadora e nos concentrarmos na estratégia D2C”, explica Jorge Nóbrega, presidente executivo da Globo.

Com o crescimento do mercado de streaming na música, o Grupo Globo apostará no conteúdo D2C. A empresa seguirá com eventos e programas desse universo, como a marca The Voice, Rock in Rio, Música Boa Ao Vivo, entre outras.

“O Brasil é um mercado onde a música local representa quase 70% do consumo total. A Som Livre, com foco integral na música brasileira, cresceu por mais de 10 anos seguidos numa velocidade maior que a do mercado. Ter chegado à posição de terceira maior gravadora do Brasil apenas com conteúdo brasileiro nos enche de orgulho. No ranking publicado pelo Spotify dos oito maiores artistas da década passada, a Som Livre desenvolveu seis, é a melhor evidência do nosso conhecimento do nosso mercado e do nosso público. Essa é uma operação que foi construída pelo time mais talentoso com que já tive a oportunidade de trabalhar e está preparada para muitos outros anos de crescimento”, declara Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre.

A decisão da empresa em colocar a Som Livre à venda ocorre no mesmo período da unificação de todas as plataformas de mídia da empresa, intitulada de Uma Só Globo. A ação começou em 2018 e tem como objetivo unir um único CNPJ a TV Globo, Globosat, Globo.com e DGCORP (Diretoria de Gestão Corporativa).

Por causa disso, a emissora tem feito diversos cortes em seus setores. Nos últimos meses, ela perdeu nomes como Aguinaldo Silva, Bruna Marquezine, Miguel Falabella, Vera Fischer, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Antonio Fagundes, Bruno Gagliasso, entre outros nomes. A intenção da alta cúpula é evitar contratos longos e apostar por obras, permitindo maior tráfego dos profissionais entre os canais e mídias da empresa.

Fonte: UOL
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