Ontem, 09, A Polícia Federal deflagrou a Operação “Fora do Caixa” com objetivo de investigar suposto pagamento de R$ 1,5 milhão, por meio de Caixa Dois, para a campanha do então candidato do MDB ao governo do Pará, Helder Barbalho, na eleição de 2014. A operação teve como foco principal o ex-senador da República, Luiz Otávio Campos, (MDB), que foi preso no âmbito da ação, em Belém, sob suspeita de ter sido o intermediador dos repasses.

Segundo a PF, tudo partiu da delação premiada (agora chamada de colaboração premiada) de executivos da empreiteira Odebrecht. O caso estava no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi enviado para a instância inicial, pois os ministros da Suprema Corte entenderam que a competência neste caso é da Justiça Eleitoral, pois trata-se de ilicitude comum e esta ligada à crimes eleitorais.

O caso causou ontem, 09, verdadeiro reboliço nas redes sociais. A oposição (alguns veículos de comunicação que ainda não desceram do palanque) apressaram-se em noticiar que a citada operação da Polícia Federal, tinha como alvo o governador Helder Barbalho, o que não é verdade. Vale lembrar que no período investigado (campanha de 2014) era permitido a doação de empresas privadas para campanhas políticas. Os valores repassados pela citada empreiteira está declarada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Outra narrativa falsa que os “apressados” tentaram vincular era que a operação “Caixa Dois” estava sob o âmbito da “Lava Jato”, o que não é verdade.

O que vem sendo denunciado nacionalmente é o propósito do que se chama de “indústria de delações” que se criou no Brasil. Neste caso, não há provas do que se acusa. As investigações que desencadeou a operação da PF, diga-se de passagem, começaram em 2016, e até hoje não conseguiram apresentar uma evidência. Mas caso consigam, o fato está ligado diretamente a Campos, que supostamente intermediou pagamentos “por fora”, e isso em nada imputa ao atual mandatário da política paraense.

Aos apressados, recomendo calma e prudência com os fatos. Na ânsia de fazer revanche política, atropelam-se, e deixam de fazer jornalismo da forma correta.

 

Fonte: Bacana News
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil